sábado, fevereiro 18, 2006

inesperado


Ela estava deitada....meia coberta pela bata branca...de pernas abertas...
olhando para o lado ...atenta...
às imagens estranhas...que o médico observava....
então?...perguntou ela...
e ele impávido sereno e de sorriso doce...
nunca mais engravida...
ela...
achava que ele dizia aquilo... pensando que ela ficava satisfeita...pois seria mais livre...e que não lhe iria causar uma revolução...
... na doçura do que é sentir algo dentro de si...
dar de mamar...
e quem sabe esperar pelo príncipe...
... e querer ter algo dele....

afinal isso já foi...ou era...

...algo mudava ...quase sem ter dado conta...
era um aperto...
uma facada...
no seu sentir...

a morte do puder criar dentro de si...

terça-feira, fevereiro 14, 2006

História de São Valentim

Existem várias teorias relativas à origem de São Valentim e à forma como este mártir romano se tornou o patrono dos apaixonados. Uma das histórias retrata o São Valentim como um simples mártir que, em meados do séc. III d.C., havia recusado abdicar da fé cristã que professava. Outra defende que, na mesma altura, o Imperador Romano Claudius II teria proibido os casamentos, para assim angariar mais soldados para as suas frentes de batalha. Um sacerdote da época, de nome Valentim, teria violado este decreto imperial e realizava casamentos em sigilo absoluto. Este segredo teria sido descoberto e Valentim teria sido preso, torturado e condenado à morte. Ambas as teorias apresentam factores em comum, o que nos leva a acreditar neles: São Valentim fora um sacerdote cristão e um mártir que teria sido morto a 14 de Fevereiro de 269 d.C.

Quanto à data, algumas pessoas acreditam que se comemora neste dia por ter sido a data da morte de São Valentim. No entanto, outros reivindicam que a Igreja Católica pode ter decidido celebrar a ocasião nesta data como uma forma de cristianizar as celebrações pagãs da Lupercalia. Isto porque, na Antiga Roma, Fevereiro era o mês oficial do início da Primavera e era considerado um tempo de purificação. O dia 14 de Fevereiro era o dia dedicado à Deusa Juno que, para além de rainha de todos os Deuses, era também, para os romanos, a Deusa das mulheres e do casamento. No dia seguinte, 15 de Fevereiro, iniciava-se assim a Lupercalia que celebrava o amor e a juventude. No decorrer desta festa, sorteavam-se os nomes dos apaixonados que teriam de ficar juntos enquanto durasse o festival. Muitas vezes, estes casais apaixonavam-se e casavam. No entanto, e como aconteceu com muitas outras festas pagãs, também a Lupercalia foi um 'alvo a abater' pelo cristianismo primitivo. Numa tentativa de fazer uma transição entre paganismo e cristianismo, os primeiros cristãos substituíram os nomes dos enamorados dos jogos da Lupercalia por nomes de santos e mártires. Assim, conciliavam as festividades com a religião que professavam, aumentando a aceitabilidade por parte dos Romanos. São Valentim não foi excepção e, como tinha sido morto a 14 de Fevereiro, nada melhor para fazer uma adaptação da Lupercalia ao cristianismo, tornando-o como o patrono dos enamorados.

Tradições do Dia de São Valentim

Muitas são as tradições associadas ao dia de São Valentim, variando de país para país.
Por exemplo, nas Ilhas Britânicas na altura dos Celtas, as crianças costumavam vestir-se de adultos e cantavam de porta em porta, celebrando o amor; no actual País de Gales, os apaixonados trocavam entre si prendas como colheres de madeira com corações gravados, chaves e fechaduras, o que significava «Só tu tens a chave do meu coração».
Já na Idade Média, em França e na actual Inglaterra, no dia 14 de Fevereiro, os jovens sorteavam os nomes dos seus pares e estes eram cosidos nas mangas durante uma semana. Se alguém trouxesse um coração costurado na camisola, isso significava que essa pessoa estava apaixonada.
Ao longo dos tempos, as tradições de São Valentim foram adquirindo um grau de complexidade cada vez maior. A cada ano que passava, foram-se criando novas tradições, lendas e brincadeiras, como é o caso das mensagens apaixonadas.
A tradicional troca de cartões, cartas e bilhetes apaixonados no dia 14 de Fevereiro teve origem na altura da própria lenda de São Valentim, quando este teria deixado um bilhete à filha do seu carcereiro. No entanto, não há qualquer facto que comprove esta lenda.
Porém, é certo que, no século XV, Charles, o jovem duque de Orleães, terá sido o primeiro a utilizar cartões de São Valentim. Isto porque, enquanto esteve aprisionado na Tower of London, após a batalha de Agincourt em 1945, terá enviado, por altura do São Valentim, vários poemas e bilhetes de amor à sua mulher que se encontrava em França.
Durante o século XVII sabe-se que era costume os enamorados escreverem poemas originais, ou não, em pequenos cartões que enviavam às pessoas por quem estavam apaixonados. Mas, foi a partir de 1840, na Inglaterra vitoriana, que as mensagens de São Valentim passaram a ser uniformizadas. Os cartões passaram a ser enfeitados com fitas de tecido e papel especial e continham escritos que ainda hoje nos são familiares, como é o caso de «would you be my Valentine».
Nos dias de hoje, é entre os mais novos que estas mensagens de São Valentim são mais populares, sendo uma forma de expressarem as suas paixões.


cupido

domingo, fevereiro 12, 2006

in CITADOR

"A paixão, e o amor, não entram no jogo da facilidade nem dos lugares-comuns. Ou seja, é preciso mais imaginação, mais investimento, mais criatividade, mais vontade de não ficar quieto e parado no mesmo sítio para sentir de novo borboletas na barriga e as pernas tremer. É preciso espantar-se a si mesmo, ao outro e aos respectivos cérebros."


Stilwell, Isabel, Notícias Magazine (DN), em 20060212

...ainda

... nos resta... o laranja por entre pontes...que nos separam...
foto de eusouassim

sábado, fevereiro 11, 2006

...estou...


...a esconder o observar...

...instantes de loucura...


...o apetecer fugir é próprio do estar aqui...do louco sadio ou o sadio que quer enlouquecer... para puder fugir...às vezes no instante em que percebe a lonjura da sua eternidade... e empobrece os sonhos...que sente não ter tempo para concretizar... são bocadinhos de fragilidades... que inspiram a mente de loucuras que parecem levar ao desespero... do criar...

sábado, janeiro 28, 2006

...hoje encontrei estes tres amigos...que passaram o fim de ano comigo...


...apesar de estar frio...fomos a Serralves...e à casa da música cumprimentar o Mozart
foto de eusouassim

segunda-feira, janeiro 23, 2006

...o Porto mesmo por entre janelas...tb faz tecer sonhos ..


em fins de tarde...mesmo sem palavras
foto de eusouassim

...tecer palavras

...tlv seja......podemos viver sempre em poesia...


mas a poesia...que é sempre algo muito belo...nem sempre é
inspirada em momentos de felicidade...às vezes ela é
triste...pq o estar aqui tem destas coisas...claro que o
importante será a capacidade de tecer esses momentos tb em
palavras...linhos...em vias de extinção
(coragem..coragens...)...


claro, que tb é bom tecer palavras tristes...sentindo o
olhar atento...da paisagem... o instante...o momento que o
observa...ou...quem sabe o observador..

...estará reunido o momento para a pintura...o poema ou o
deambular...pelas cores..mesmo com efeitos de
caleidoscópio...se tiverem lágrimas...


é verdade !

estamos a tecer palavras tb tristes...

sábado, dezembro 31, 2005

...a morte saiu à rua num dia assim...

...e o estar aqui..também é feito de silêncios...onde a alma se invade de olhos de lago...que fazem gritar... a aura...



...gostava tanto de te dizer que o amor é eterno...

sábado, dezembro 03, 2005

...eu gosto de romãs

lembram-me o teu olhar ao longe... em momentos de risos envergonhados a saborear prazeres...


A ROMÃ

A romã é para muitos povos um símbolo de fertilidade. Em Roma, os toucados das noivas eram feitos de ramos de romãzeira. Na Índia, as mulheres bebiam sumo de romã para combater a esterilidade. Entre os beduínos, uma romã era aberta pelo noivo antes de entrar na tenda. Se a romã tivesse abundantes sementes estava assegurada uma numerosa descendência. Entre os turcos, as virgens eram comparadas a uma romã ainda por abrir. Segundo uma lenda árabe, em cada romã há uma semente que veio directamente do paraíso. Por ter comido algumas sementes de romã ficou Perséfone para sempre ligada ao deus Hades. Entre os chineses, era costume oferecer romãs como presente nupcial.

O bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.

Manuel Bandeira

O meu gato

desenho de Julia Achutti

O gato que o Luís deu à filha Julia

foto de Luiz Eduardo Robinson Achutti

sexta-feira, dezembro 02, 2005

balançar em ventos...

tempestades rápidas...meras coincidências...
em cantigas de embalar...

...posso embalar os sonhos...

em noites quentes de luar...laranja

quinta-feira, dezembro 01, 2005

O gato também intervém aqui:


"E eu realmente pareço uma alucinação. Veja o meu perfil ao luar." O gato enfiou-se no cone de luz da lua e quis dizer mais alguma coisa, mas, ao ser-lhe pedido para ficar calado, replicou: " Está bem, está bem. estou disposto a calar-me. Serei uma ilusão óptica silenciosa" e calou-se. ( Michail Bulgakov)

Existem duas formas de fugir às misérias da vida: música e gatos

(Albert Schweitzer)





um gato permite que durmas na cama. Na ponta.

numa casa em que há um gato não faz falta uma escultura (Wesley Bates)