
sexta-feira, abril 27, 2007
quarta-feira, abril 25, 2007
VIVA O DIA 25/4/74 - DIA DA LIBERTAÇÃO DE PORTUGAL
VIVA O DIA 25/4/74.
DIA DA LIBERTAÇÃO DE PORTUGAL
Minha muito querida eusouassim:
Escrevo-te num canto com a espingarda ao ombro. Canto esse que me abriga pois está frio e vento. São 4 horas da manhã. Tudo vai bem. Até agora não descansei um bocado, mas felizmente que estamos de prevenção por algo importante para nós.
Não posso escrever-te mais por hoje. Pensa em mim. Recebi hoje à tarde uma carta tua, em que pensas que vou aí, mas como o quartel está de prevenção por uma coisa que tu quando receberes esta carta já sabes.
Quantas saudades já tenho de ti. Falta pouco agora para te ver. Sinto-o
Beijos sem fim daquele que muito te ama e te traz sempre com ele em pensamento,
O TEU
ZL
AMO-TE.
(carta para eusouassim em plena revolução dos cravos)
DIA DA LIBERTAÇÃO DE PORTUGAL
Minha muito querida eusouassim:
Escrevo-te num canto com a espingarda ao ombro. Canto esse que me abriga pois está frio e vento. São 4 horas da manhã. Tudo vai bem. Até agora não descansei um bocado, mas felizmente que estamos de prevenção por algo importante para nós.
Não posso escrever-te mais por hoje. Pensa em mim. Recebi hoje à tarde uma carta tua, em que pensas que vou aí, mas como o quartel está de prevenção por uma coisa que tu quando receberes esta carta já sabes.
Quantas saudades já tenho de ti. Falta pouco agora para te ver. Sinto-o
Beijos sem fim daquele que muito te ama e te traz sempre com ele em pensamento,
O TEU
ZL
AMO-TE.
(carta para eusouassim em plena revolução dos cravos)
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terça-feira, abril 24, 2007
...ainda
segunda-feira, abril 23, 2007
Se tu viesses ver-me...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca
uma gaveta achada na rua

estava encostada a um arbusto, aberta e desamparadíssima só uma gaveta isolada do seu corpo...algures um móvel velho também estaria perdido por ali perto.
sempre tive atracção por coisas velhas e pelas ditas de coisas escondidas em gavetas
eu sei que muitas vezes são ternuras que escondem emoções.
não resisti a espreitar
eram latinhas de chocolate muito antiguinhas, botões frascos castanhos e azuis com rolhas de vidro, cartas enroladas por um nagalho…e mais não vi..
a gaveta não era grande ...peguei nela sem olhar para o lado e rapidamente saí dali…
era como se carregasse um sótão cheio de pequenas maravilhas com cheirinho a magia...
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caixa

é de prata trabalhada, tamanho médio, redonda
tem as iniciais m.a.
cheira a fé
dá para guardar um rosário...
(aula de escrita criativa-texto de eusouassim)
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domingo, abril 22, 2007
brincadeira

o quarto era grande de casal, as paredes amarelas e havia vários quadros dependurados. tinha duas janelas com cortinas brancas e portadas de madeira que estavam recolhidas. a cama era de ferro antiga e lacada de laranja. estava coberta com uma colcha de renda.
havia duas mesinhas de apoio, uma de cada lado, curiosamente ambas tinham um monte de livros em cima. a do lado esquerdo também tinha uma pistola que parecia repousar sobre o resto do lenço branco. um reclame em néon do lado de lá da rua piscava anunciando a residencial dona rosa, e iluminava de quando em quando aquele lenço branco e aquela arma. o silêncio era total quando acabei de entrar sem acender a luz sentindo uma alcatifa macia debaixo dos pés descalços...apeteceu-me fugir dali, senti um calafrio e uma vontade enorme de gritar. por momentos não entendia nada do que estava a ver e porque me encontrava naquele local...
mas foram só momentos…
depressa o joãozinho chegou a cantarolar:
enganei-te, enganei-te
com uma pinga de leite
enganei-te enganei-te
com uma pinga de leite
joãozinho era o meu sobrinho e eu tinha ido a casa da minha irmã, que vivia na parte velha da cidade.
a arma era uma brincadeira de carnaval daquele menino maroto...que logo logo me começou a bisnagar…
(aula de escrita criativa-texto de eusouassim)
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sábado, abril 21, 2007
retrete

sentou-se na retrete com um livro na mão. estava a retretar em paz e distraído. mas de repente começou a sentir-se atordoado, quase cherónico...também estava no local apropriado!
no fim e depois de demorar tanto tempo, saíu abrenunciado.
(aula de escrita criativa-texto de eusouassim)
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